Paleo na Prática

Atualização: O Dr. Kurt Harris publicou uma versão atualizada deste plano, você pode encontrá-la traduzida aqui.

Depois da série de posts sobre o Primal Blueprint, você já deve ter uma idéia geral da filosofia da coisa. Para melhorar nossa qualidade de vida, evitar a maioria das doenças da civilização moderna, atingir uma constituição física ideal e melhorar a maneira como nossos genes se expressam, devemos simular alguns dos hábitos de vida que nossos ancestrais possuíam, e que permitiram que sobrevivessem em um ambiente inóspito e passassem seus genes adiante, até chegar a nós. Em outras palavras, devemos usar nossos corpos de acordo com as orientações de fábrica que vieram no nosso manual de instruções (nosso DNA).

Neste post, vou traduzir um artigo do blog PäNu (Paleo Nutrition) que é um “Guia Rápido” com 12 passos descrevendo na prática, de modo geral, as mudanças necessárias para que você possa obter os resultados descritos acima. Este artigo não é especificamente sobre o Primal Blueprint, mas é totalmente compatível, como você verá.

Minhas observações pessoais ao longo do texto estarão destacadas em verde.


Os 12 passos para remover os agentes neolíticos da doença de maneira prática e eficiente

Aqui está uma lista do que fazer em 12 passos. Siga tantos passos quantos conseguir usando o tempo que for necessário para você se adaptar. Quanto mais longe na lista você for, o mais saudável você provavelmente estará. Não há contagem, medição ou pesagem. Não há necessidade de comprar nada de mim nem de ninguém. Não há suplementos especiais, drogas ou testes requeridos.

  1. Elimine o açúcar (incluindo sucos de frutas e bebidas isotônicas) e todos os alimentos que contêm farinha de trigo.
  2. Comece a comer gorduras apropriadas – Use saudáveis gorduras animais ou gordura de coco para substituir as calorias que vinham do açúcar e farinha. Beba leite integral ou leite de coco. Use creme de leite integral. (Pele de frango, gordura da picanha e bacon incluídos)
  3. Elimite grãos que contenham glúten. Limite grãos como o arroz e o milho, que são nutricionalmente pobres. (Contém glúten: trigo, cevada, aveia, triticale e centeio e derivados destes.)
  4. Elimine óleos derivados de grãos ou sementes (óleos de cozinha). Cozinhe com Ghee, manteiga, gordura animal ou óleo de coco. (Azeites de oliva e de dendê também podem ser usados)
  5. Favoreça carne de ruminantes como boi, cordeiro, bisão. Coma ovos e algum peixe.
  6. Certifique-se que você esteja repleto de Vitamina D. Exponha-se ao sol do meio-dia ou considere suplementação. (Não use protetor solar e não fique tempo suficiente para ter queimaduras)
  7. 2 ou 3 refeições por dia é o melhor. Não paste como um herbívoro.
  8. Ajuste sua proporção de omega-6 e omega-3. Leite e carnes orgânicas (de animais que se alimentaram de pasto) possuem uma proporção melhor de omega-6/omega-3, mais vitaminas e CLA (Ácido Linoléico Conjugado). Uma ou duas colheres de chá de óleo de peixe (1-2g DHA/EPA) diariamente é uma boa suplementação compensatória se você come carne de animais alimentados por grãos ou não come peixe.
  9. Exercite-se apropriadamente – enfatize treinos de resistência e de intervalo ao invés de longas sessões de aeróbica.
  10. A maior parte das frutas modernas é só um doce que veio de uma árvore. Vá devagar com sacos de açúcar como maçãs. Prefira bagas e evite melancias que são pura frutose. Coma com moderação. (Na minha opinião, basta não exagerar, não importa a fruta, a menos que queira acelerar a perda de peso)
  11. Elimine as leguminosas (feijões, soja, alfalfa, lentilhas, pinhões e ervilhas)
  12. Se você for alérgico à proteína do leite ou estiver preocupado com os riscos teóricos da caseína, você pode ficar só com a manteiga e creme de leite e evitar o leite e queijos macios.

Nada de contagem, medição ou pesagem requeridas, nem encorajadas.

O plano é mais sobre o que não comer do que sobre o que comer.

Você notou que em nenhum passo se diz qual deve ser a razão de macronutrientes? Bom, porque não há (e nunca haverá) um.

Os praticantes do PäNu tipicamente variam de 5-35% carboidratos, de 10-30% proteínas e 50-80% de gordura (a maioria animal) mas variações maiores são totalmente possíveis se você não está de dieta e é meticuloso sobre a qualidade da origem dos seus alimentos animais.

No trigo, o carboidrato não é o maior problema. São as proteínas do glúten que vem junto com ele.

A questão não é “carboidrato versus gordura”, e sim agentes neolíticos de doenças versus o resto.

Se você não está tentando perder peso e gosta de comer batatas e arroz, ENTÃO COMA.

Batatas doces, arroz branco e batatas brancas são bem toleradas pela maioria das pessoas, e vegetais com amido não são agentes neolíticos de doenças per se. Muitas pessoas ativas não diabéticas e sem síndrome metabólica, sentem-se e funcionam melhor com uma quantidade razoável de amido em suas dietas.

Mas se você está tentando perder peso, recomendo eliminar o arroz, batata, mandioca e mandioquinha.

Esse post foi publicado em PaNu, Primal Blueprint e marcado , . Guardar link permanente.

10 respostas para Paleo na Prática

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  10. Ana morais disse:

    Entao nao posso leite de soja ou iogurts de soja ,bolachas de farinha de arroz ?

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