Entrevista com o Dr. William Davis (Parte 2/2)

Depois de algumas semanas bem atribuladas no trabalho e em casa, consegui finalmente terminar a tradução da segunda parte da entrevista de Tom Naughton com o Dr. William Davis, autor do livro Wheat Belly (Barriga de Trigo). Vamos a ela…

A primeira parte você encontra aqui.


Fat Head: O Dr. Robert Lustig acredita que o excesso de frutose é singularmente responsável por induzir a resistência à insulina e outros aspectos da síndrome metabólica. Você culpa o trigo. Quando eu comecei a apresentar sinais de pré-diabetes no meus trinta e tantos anos, eu quase não consumia açúcar – eu sabia que o açúcar era ruim para mim – mas eu comia um monte de massa, cereais e pães. Descreva como você acredita que o consumo de trigo pode levar ao diabetes tipo 2 mesmo entre aqueles que não tomam litros de refrigerante ou comem bolinhos ana maria.

Dr. Davis: Não há dúvidas que a frutose é realmente um grande problema na dieta dos americanos modernos. Como o trigo, fontes de frutose como a sucrose, o xarope de milho de alta frutose, o mel e o xarope de ágave aumentam a gordura visceral, o açúcar no sangue, e causam uma curiosa demora na limpeza das partículas sanguíneas (restos de quilomícrons) após as refeições que levam à aterosclerose. Então o livro Wheat Belly, logicamente, não argumenta que o único problema na dieta americana é o trigo.

No entanto, como muitos de nós aprenderam, cortar as fontes de açúcar e frutose é uma grande idéia, mas não resolve o problema inteiro, apenas um aspecto. E o trigo é o culpado nas pessoas que acreditam que estão seguindo um caminho mais saudável ao incluir bastante dos “saudáveis grãos integrais”.

Duas fatias de pão integral aumentam o açúcar no sangue mais do que açúcar de cozinha, mais do que muitos doces. Estranhamente, isto não impede os nutricionistas de encoraja-lo a comer mais disso. Coma mais trigo e as elevações dos níveis de açúcar no sangue aumentam em magnitude e frequência. Isto leva a elevações maiores e mais frequentes dos níveis de insulina que, por sua vez, criam a resistência à insulina, a condição que leva à diabetes.

Estas elevações nos níveis de açúcar no sangue também são intrinsecamente danosas às delicadas células pancreáticas beta, que produzem a insulina, um fenômeno chamado glucotoxidade. As células betas possuem pouca capacidade de regeneração. Danos repetidos devido à glucotoxidade levam a um número cada vez menor de células beta saudáveis e funcionais produzindo insulina. É aí que o nível de açúcar no sangue fica persistentemente em níveis elevados – mesmo quando seu estômago está vazio: pré-diabetes, seguida em pouco tempo pela diabetes.

Então o trigo que nos aconselham a comer mais não é a solução para a epidemia de diabetes que se espera que inclua um a cada dois adultos americanos em um futuro próximo, e 346 milhões de pessoas mundialmente – comer mais dos “saudáveis grãos integrais” é, creio eu, a causa desta situação. E removê-los nos traz de volta ao caminho para deter ou até mesmo reverter isso.

Fat Head: Você descreve em Wheat Belly como o trigo anão de hoje contém mais proteínas do glúten e causa um aumento mais dramático na glicose no sangue que o trigo que nossos bisavós consumiam. Mas Jared Diamond e outros apresentaram argumentos convincentes que a troca para uma dieta baseada em grãos fez com que o humanos se tornassem mais baixos, mais gordos e mais doentes mesmo em tempos pré-bíblicos, quando o trigo mutante de hoje em dia não existia. Então você diria que o trigo passou de um alimento bom para um alimento ruim, ou de um alimento ruim para um ainda pior?

Dr. Davis: Eu iria com a segunda opção, indo de um alimento ruim com efeitos adversos para a saúde em algumas pessoas, para um alimento incrivelmente ruim com efeitos adversos para quase todo mundo.

É lógico, se você estivesse faminto e a sua única opção de comida fosse pão, você deveria comer o pão. Não há dúvidas que o trigo, como um produto dos primórdios da agricultura, serviu para alimentar os humanos quando o a caça ou coleta falhava. Como o Dr. Diamond aponta, esta fonte de calorias, este seguro contra os dias de caça infrutífera, e alimento de conveniência teve consequências adversas para a saúde mesmo para os humanos antigos, mesmo em suas primeiras formas, como o einkorn e emmer.

Nós temos como um fato que o consumo de trigo tem sido prejudicial para os humanos desde que começamos a consumi-lo através de observações como as apontadas pelo Dr. Diamond: humanos diminuindo de estatura, aumentando de peso e adoecendo mais (doenças ósseas, apodrecimento dos dentes, câncer, talvez aterosclerose) com o consumo de trigo, assim como as descrições de doença celíaca tão antigas quanto 100 AC.

São as alterações introduzidas pelos geneticistas durante os últimos 40-50 anos, em conjunto com a recomendação para que se consuma mais trigo, que conspiraram para a criação da atual bagunça em que nos encontramos, transformando o trigo de um ingrediente problemático a um flagelo que exerce efeitos adversos à saúde em escala internacional.

Fat Head: Vamos falar sobre alguns dos problemas de saúde específicos que podem ser causados ou acelerados pelo trigo. Um dos meus leitores tem uma irmã que foi curada de esclerose múltipla após eliminar o trigo. Outros me contaram que foram curados de fibromialgia, transtorno de déficit de atenção ou depressão. Eles estão todos loucos, ou os “saudáveis grãos integrais” tem alguma coisa a ver com essas doenças?

Dr. Davis: Mesmo eu tendo testemunhado os incríveis efeitos da eliminação do trigo em milhares de pessoas durantes muitos anos, mesmo eu ainda aprendo novas lições sobre seus efeitos. Parece que não passa uma semana sem que eu aprenda algum novo benefício da eliminação do trigo.

Eu também ouvi incontáveis casos de alívio evidente, e ocasionalmente cura, de fibromialgia, TDA e depressão. Eu tenho apenas algumas instâncias em que eu testemunhei melhoras em esclerose múltipla, já que esta doença é incomum na população que eu atendo na prática de cardiologia e na minha experiência de saúde cardíaca on-line. Mas dado o alcance do trigo em tantos aspectos da saúde, eu não ficaria nem um pouco surpreso de ver uma remissão substancial da doença, dado os potenciais efeitos inflamatórios dos componentes do trigo no sistema nervoso central.

Infelizmente, a maioria dos meus colegas tratam isso como pura coincidência, apesar do fato disso poder ser ligado com o consumo de trigo, e desligado com a eliminação do trigo, ligado novamente à vontade – repetidamente, reprodutivelmente, e em muitas, muitas pessoas. A noção que grãos integrais são saudáveis está tão profundamente infiltrada no pensamento das pessoas na área da saúde que elas são muito resistentes a mudar suas visões.

Eu comparo esta situação a viver em um vilarejo onde todos bebem a água do mesmo poço. Um dia, 9 entre 10 pessoas ficam doentes bebendo dessa água; eles melhoram quando param de beber a água. Por conveniência, eles voltam a beber a água do poço e 9 entre 10 prontamente adoecem novamente; melhoram de novo quando param. Nós exigimos um estudo clínico para provar que existe realmente um problema? Insistimos que é apenas a imaginação das pessoas e que a diarréia e desnutrição resultantes do consumo da água é devido a alguma outra coisa? Esta é a situação em que nos encontramos com esta coisa que nos vendem e chamam de “trigo”.

Eu não acho que estou causando uma histeria coletiva, com todo mundo atirando loucamente seus produtos feitos com trigo no lixo porque eu mandei. As pessoas estão relacionando suas experiências de perda de peso substancial sem restrição calórica, alívio de múltiplas condições e doenças, assim como sentimentos subjetivos de bem-estar e humor melhorados. De fato, eu diria que a eliminação do trigo é a estratégia mais incrível e consistentemente efetiva para a melhora da saúde que eu jamais testemunhei em 25 anos de prática de medicina.

Fat Head: Eu abri mão do trigo e outros grãos primeiramente para perder peso, então eu fiquei agradavelmente surpreso quando vários problemas de saúde irritantes foram embora logo em seguida… psoríase, uma asma leve, refluxo gástrico e artrite entre eles. Com que frequência você vê resultados como o meu, e por que o trigo causa estes problemas em primeiro lugar?

Dr. Davis: Resultados como o seu são a regra, não a exceção. De fato, é apenas ocasionalmente que uma pessoa diz “eu perdi 2 quilos em um mês mas nada mais aconteceu.”

Sendo conservador, eu estimaria que 70% das pessoas experienciam benefícios substanciais além da perda de peso. Pode ser o alívio de um problema de pele como psoríase, alívio de problemas nas vias respiratórias como asma e sinusite crônica, alívio de problemas gastrointestinais como refluxo ácido e síndrome do intestino irritável, ou pode ser alívio da artrite simples ou da inflamatória como a artrite reumatóide. A série de problemas causados ou piorados por esta coisa não é nada menos que espantosa.

Não há nenhum componente isolado do trigo que seja responsável por sua miríade de efeitos adversos para a saúde. A proteína gliadina é responsável por efeitos inflamatórios diretos, enquanto ao mesmo tempo estimula o apetite. A proteína glúten é responsável pelo efeito inflamatório destrutivo no intestino e no sistema nervoso central. As lectinas no trigo provavelmente estão por trás do aumento da permeabilidade intestinal para múltiplas proteínas de fora que se cascateiam em problemas inflamatórios e auto-imunes como artrite reumatóide e lupus. A amilopectina A é responsável pela expansão da gordura visceral no abdômen, a “barriga de trigo” que por sua vez leva à inflamação, resistência à insulina, diabetes, artrite e doença cardíaca.

Fat Head: Então são primariamente o glúten e as lectinas no trigo que causam tantos problemas digestivos, ou há alguma outra coisa envolvida também?

Dr. Davis: Incrivelmente, ainda que o efeito do trigo no rompimento da saúde do sistema digestivo seja ubíquo – certamente é muito mais do que a doença celíaca – tem havido pouca exploração dos motivos. Então eu só posso especular o porquê do trigo exercer efeitos gastrointestinais tão frequentes e generalizados.

Provavelmente tem a ver com a gliadina, o glúten e as lectinas – um ou uma combinação de todos eles. Também estou convencido que há componentes no trigo além destes três que exercem efeitos adversos para a saúde que explicam por que eu vejo que o todo é maior que a soma das partes, isto é, que a remoção do trigo parece proporcionar maiores benefícios do que cada componente prejudicial sugeriria.

Fat Head: Todos os tipos de glúten são igualmente ruins ou alguns são piores que outros? Se alguns são piores, será o glúten do trigo moderno particularmente danoso?

Dr. Davis: A estrutura do amino ácido do glúten pode variar amplamente, mas todo glúten compartilha a viscoelasticidade característica desejada pelos padeiros e consumidores, a propriedade que permite ao pizzaiolo jogar a massa para o alto para dar forma à pizza e permite que as massas sejam moldadas em múltiplas formas.

As piores, mais nocivas formas de glúten são as variedades recentes criadas por geneticistas. As mudanças introduzidas na coleção de genes “D” características do trigo moderno semi-anão são provavelmente responsáveis por quadruplicar os casos de doença celíaca no nossos tempos, dobrando somente nos últimos vinte anos. Formas menos destrutivas de glúten são aquelas encontradas em variedades antigas de trigo como a eikorn, emmer e spelt – menos destrutivas, mas não inofensivas.

Minha visão: O glúten, em todas as suas formas, mas especialmente em suas formas modernas, é potencialmente tão destrutivo para a saúde humana que a solução ideal é dizer adeus a ele completamente.

Fat Head: Você aconselha a seus pacientes a ficarem livre do trigo, ou livres do trigo e do açúcar? Eu pergunto porque se eles se livram de ambos, algumas pessoas diriam que era o açúcar que estava causando problemas, não os grãos.

Dr. Davis: Sim, o açúcar está na lista a evitar. Não há dúvidas que, pelo menos para algumas pessoas, especialmente os mais jovens, a exposição ao açúcar em refrigerantes, junk foods e petiscos é um grande problema.

No entanto, apenas eliminar o açúcar e comer mais “saudáveis grãos integrais” faz a maioria das pessoas não perder peso, mas ganhá-lo. Esta é a luta de pessoas que acreditam que estão seguindo conselhos saudáveis para limitar os doces e comer mais “saudáveis grãos integrais” para depois se encontrarem 15, 20, 50 quilos além do peso ideal.

Troque a ordem, isto é, elimine todo o trigo, e o desejo por doces é quase sempre reduzido sensivelmente, já que a gliadina, a proteína do trigo estimulante de apetite foi eliminada. É uma tarefa bem mais fácil eliminar o trigo primeiro, ao invés de eliminar o açúcar primeiro.

E, é claro, não se trata apenas do peso. Se trata de todos os outros efeitos do trigo que mesmo o açúcar não pode provocar, como inflamação nas juntas, refluxo ácido, síndrome do intestino irritável, efeitos no cérebro, retenção de líquidos, etc.

Fat Head: No livro Nutrition and Physical Degeneration (Nutrição e Degeneração Física) do Dr. Weston A. Price, ele descreveu como pessoas em sociedades tradicionais fermentavam ou deixavam de molho os seus grãos antes de consumi-los. Você acredita que fazer isso torna os grãos um perigo menor para a saúde, ou o trigo mutante atual é muito cheio de proteínas problemáticas para se tornar seguro usando estes métodos?

Dr. Davis: Deixar de molho e fermentar transformam o trigo, uma coisa ruim, em uma forma que contém menos lectinas e menos glúten (entre outras alterações), uma coisa menos ruim. Mas devemos tomar cuidado para não cair na mesma armadilha que enganou nutricionistas e agências “oficiais”: Substituir uma coisa ruim (farinha branca) por uma coisa menos ruim (grãos integrais), e então consumir bastante desta coisa menos ruim é bom para você. Esta é a lógica falha que nos levou a esta confusão.

Deixar de molho, por exemplo, reduz o conteúdo de lectinas em cerca de 35% – melhor, mas não ótimo. Você ainda estará exposto a todos os efeitos adversos do trigo, que incluem o estímulo de apetite da gliadina, altos níveis de açúcar no sangue da amilopectina A, respostas inflamatórias dos glútens e das gluteninas, e aumento da permeabilidade intestinal a proteínas de externas pelas lectinas.

Da mesma forma, a fermentação reduz a carga de carboidratos mas deixa os outros aspectos indesejáveis do trigo intactos. Melhor, claro, mas ainda não é ótimo.

Até os geneticistas estão tentando fazer a re-engenharia do trigo para torná-lo menos nocivo. Uma área de pesquisa é tentar remover todas as sequências mais destrutivas do glúten. Como usual, eles entendem a genética da planta mas não entendem nada dos efeitos do consumo desta planta na saúde humana.

Então não importa o que um padeiro ou geneticista faça para maquiar esta coisa, ela continua essencialmente a mesma, com os mesmos efeitos estimulantes de apetite, alteradores de mente, inflamatórios, auto imunes e acumuladores de peso.

Fat Head: E os outros grãos como aveia, amaranto e trigo mourisco (ou sarraceno)? Eles fazem bem ou são tão ruins quanto o trigo?

Dr. Davis: A aveia, de fato, têm sobreposição imunológica modesta com trigo. Mas o problema com a aveia recai na sua capacidade extravagante de elevar os níveis de açúcar no sangue. Uma tigela de farinha de aveia orgânica – sem adição de açúcar – pode elevar o açúcar no sangue em uma pessoa não diabética a 150 mg/dl, 200 mg/dl, as vezes até mais. Em um pré-diabético ou diabético, 300 mg/dl não é incomum. Uma das estratégias que eu ensino aos pacientes é a medir a glicose no sangue uma hora depois de uma refeição para averiguar a severidade da elevação do açúcar no sangue; foi aí que eu vi, caso após caso, níveis extravagantemente altos de açúcar no sangue após o consumo de aveia.

Amaranto e trigo sarraceno são grãos que, para todos os efeitos, são apenas carboidratos. Eles não possuem os efeitos negativos do trigo. Como a aveia, no entanto, eles elevam os níveis de açúcar no sangue, seguido de todos os efeitos adversos deste fenômeno (resistência à insulina, glicação nos olhos, cartilagens, artérias e partículas de LDL). Então eu digo para as pessoas consumirem estes grãos em pequenas quantidades, ou seja, porções de não mais que meia xícara (cozidas) no contexto de uma dieta com carboidratos limitados (40 a 50 gramas por dia para a maioria das pessoas).

Fat Head: Que tipo de reação o seu livro despertou? Ou ainda é cedo para julgar?

Dr. Davis: A reação tem sido incrível. Nos primeiros 9 dias após o lançamento, Wheat Belly entrou para a lista dos mais vendidos do The New York Times.

Mas ainda mais importante para mim, diariamente eu ouço sobre a diferença que esta mensagem está fazendo na vida das pessoas: perda de peso rápida onde pouca ou nenhuma estava ocorrendo; alívio de dores crônicas; níveis de açúcar no sangue despencando, etc. O que tem sido especialmente gratificante é que, graças ao feedback instantâneo das mídias sociais, eu fico sabendo destas histórias apenas dias depois das experiências dos leitores. Mesmo no meu consultório, eu geralmente espero vários meses para ter o feedback dos resultados dos pacientes livres do trigo. Agora fico sabendo sobre eles literalmente em dias. A efusão de feedbacks positivos tem sido absolutamente maravilhosa e reforçou ainda mais a minha convicção que este é um dos maiores problemas de saúde do nosso tempo.

Fat Head: Você ouviu algo dos chamados especialistas que insistem que os grãos integrais são parte de uma dieta saudável? Eu assumo que você não seja muito popular com esse pessoal atualmente.

Dr. Davis: A nutrição é um tópico importante. Mas é também um tópico surpreendentemente emocional. Nutricionistas e outros “especialistas” em nutrição tem sido tão profundamente doutrinados no argumento “grãos integrais são bons” que sua reação instantânea é a raiva, e que isso é uma modinha boba passageira para perda de peso rápido. Qualquer um que tenha lido o livro percebe que isto é precisamente o que Wheat Belly não é. Ele expõe todas as coisas que não lhe disseram sobre este grão geneticamente alterado, construído para aumentar o rendimento mas também aumentar o apetite.

Grupos de comércio de trigo, como a Grain Foods Foundation, emitiram comunicados de imprensa declarando sua intenção de lançar uma campanha pública para desacreditar a mim e à mensagem que trago com o Wheat Belly. Em resposta, eu publiquei uma carta aberta que também enviei por diversas mídias, convidando-os a se juntar a mim em um debate público, com câmeras de TV e tudo; eles ainda não aceitaram o meu convite – e suspeito que nunca aceitarão. Com o que eu revelei, eu duvido que eles queiram uma exposição pública de todos estes argumentos.

Fat Head: Última pergunta… Agora que o livro foi lançado, você alguma vez perde o sono à noite, pensando se as boas pessoas da Monsanto e Pillsbury estarão planejando seu sumiço? Porque se eu fosse você, eu evitaria becos escuros por em tempo.

Dr. Davis: Obrigado pelo aviso, Tom! Esta campanha anti-trigo faz inimigos em algumas forças muito influentes, incluindo a indústria alimentícia, o agronegócio, grupos de comércio de trigo e, para minha grade surpresa, a indústria farmacêutica. Eu fiquei chocado recentemente (ainda que eu suponho que não deveria ficar, sabendo do que algumas pessoas são capazes) de saber que pelo menos um grupo de comércio de trigo é largamente populado por pessoas na folha de pagamento da indústria farmacêutica. Agora, isso é uma coisa preocupante.

O que me mantém focado na transmissão desta mensagem, no entanto, são as maravilhosas histórias que eu continuo ouvindo diariamente de pessoas redescobrindo sua saúde perdida, alívio de dores, etc., tudo fazendo o oposto do que nossas agências oficiais nos dizem para fazer e fugindo para longe dos “saudáveis grãos integrais”.

Fat Head: Muito obrigado pelo tempo cedido para responder nossas questões, Dr. Davis. Eu espero que você venda um milhão de cópias.

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11 respostas para Entrevista com o Dr. William Davis (Parte 2/2)

  1. Pingback: Dica de leitura « Primalbrasil

  2. Cristina mazzei disse:

    Consigo emagrecer rapidamente, quando substituo o trigo pelo inhame, batata doce etc.

  3. Marcelo Medeiros disse:

    Penso que a grande dificuldade é: o que usar para substituir o trigo? Da forma que o trigo está dentro das nossas vidas, fica muito difícil, sem falar que hoje em dia somos bombardeados com informações nem sempre verdadeiras. O que fazia bem antes agora não nos serve mais, e vice-versa…

  4. Pingback: Cortar o Trigo da sua Dieta é Benéfico, diz Dr. William Davis | Notícias Naturais

  5. antonio carlos da silva valladares disse:

    muito bom! gostaria de saber o que poderia ser substituido pelo trigo para se ter uma alimentaçaõ saudável? grato.

    • Olá Antonio, você pode encontrar algumas sugestões aqui ou aqui.://vidaprimal.wordpress.com/2011/09/25/paleo-na-pratica-atualizado/” title=”Paleo na prática (atualizado)” target=”_blank”>aqui ou aqui.

  6. Luiza Comin disse:

    Li o livro e imediatamente retirei o trigo da minha alimentação, meus índices glicêmicos baixaram muito, estou substituindo o trigo por outros alimentos como: legumes, frutas, queijos, entre outros. Precisei parar com um medicamento para não ter hipo. Faz 13 dias que estou sem trigo e já sinto melhoras incríveis. Abraço

    • Joao Coelho disse:

      Que ótimo Luiza! Recomendo que veja o vídeo do Seiiti Arata, que faz um ótimo resumo do livro do Dr. Davis. O Seiiti tem vários outros vídeos ótimos. Há anos que li o livro e assisto as palestras do Dr Davis, sobre os assuntos do livro, e deixei de consumir trigo.
      Eis o link:

  7. marla nunes disse:

    tambem retirei o trigo da minha vida, e estou tentando convencer outros afazerem o mesmo

  8. Cheguei a este vídeo por sugestão de um médico.
    Considero interessante para reflexão, especialmente, das pessoas que utilizam dietas baseadas em grãos integrais e alimentos sem glúten.

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